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As pedras no charco

Domingo, 27.05.12

 

Há quem lhe chame pântano, mas a palavra está datada, por isso, escolho o charco. Charco é pouco mais do que uma grande poça de água, das que temporariamente se formam e que à vezes secam quase por completo, deixando ver os seres que o habitam a movimentar-se com uma lógica aparente. Podemos questionar: o que os alimenta? O que os faz mexer? Boa pergunta.

 

No charco a vida é comandada pela sobrevivência das espécies próprias de um charco. Num outro habitat estas espécies poderiam não medrar. Podemos então caracterizá-las como espécies que se desenvolvem em charcos, próprias de charcos. Certo?

Agora imaginem que estes charcos enquanto sistemas servem outros sistemas habitados por outras espécies, por exemplo, uma encosta de pedregulhos que protege o charco. Suponhamos que os ventos, outro sistema, mudam de rumo e a atenção deve recair não sobre essa mudança do vento mas sobre algum pedregulho. O pedregulho que se quer manter bem seguro na encosta terá toda a conveniência em ver cair as pedras soltas no charco, ups!, lá vai mais uma.

 

A mudança dos ventos, porque muito volátil e subtil, não chama a atenção dos observadores, talvez até por se tornar mais difícil de observar. Fica tudo a olhar para o charco e para as espécies que ali se movimentam.

Quem não quer alimentar esta lógica absurda de estar a olhar para um charco, deve seguir o seu caminho e procurar uma clareira amigável onde se respire ar mais puro e abrigado do vento, sobretudo dos ventos que só provocam a erosão.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 13:43

A autonomia do adulto

Terça-feira, 22.05.12

 

Inspirada no post A estranha leveza de ser libertário, de Ricardo Lima, n' O Insurgente, volto aqui para desenvolver um pouco o tema da autonomia do adulto.

 

A autonomia do adulto já foi definida por Arno Gruen em A Loucura da Normalidade, A Traição do Eu e Falsos Deuses.

Também Alberoni desenvolveu o tema.

Uma coisa essencial, portanto. E cada vez mais essencial numa época em que é tão desvalorizada.

 

Há uns tempos tinha colocado a navegar num rio, esta relação dos termos autonomia individual-dependência grupal através do filme The Fontainhead. Porque este tema não se esgota e ainda acende debates, por ele voltei a esse rio que ainda chama por mim.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 16:49








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